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sábado, janeiro 31, 2004

Discos Pedidos


Nós, os portugueses, somos lixados. Não podemos ver uma coisa de borla que não desatemos logo aos empurrões, a ver se chegamos primeiro. Não interessa se o objecto ofertado é desinteressante, inútil e desprovido de valor. O valor é secundário. A utilidade não é importante. É grátis, logo, é imperativo ter.

Nas feiras, fazemos questão de juntar sacos de plástico, esferográficas e demais parafernália de brindes obtusos e coloridos. Nos comícios é uma correria aos autocolantes, prospectos, bandeirinhas e apertos de mão. São de borla e se são de borla, queremos.

Mas, concedo, não vem mal ao mundo por isso. Querer o que nos é dado, o que nos é posto voluntária e abnegadamente à disposição, não é crime. Até aqui, tudo bem.

O pior, e o que de facto condeno, é quando julgamos passar a ter direito a exigir coisas do ofertante. Está a dar esferográficas? Também quero. Mas duas. Preciso de duas. Tem de me dar duas.

Este desabafo, vem a propósito de um mail que recebi. Um mail a pedir para eu escrever mais. Qualquer coisa. Mas Mais.

Pois é Rui. Aprecio ter-te como leitor. Quiçá, o mais augusto dos meus incautos leitores. Decididamente o mais persistente. Provavelmente o único suficientemente temerário para aqui voltar. Reconheço que não me tem apetecido escrever. Reconheço também que, por um post por mês, talvez nem se justifique este espaço. Compreendo até o teu desespero, e o conforto que era chegares aqui e teres o que ler, e ainda por cima sem pagar. Mas, não me leves a mal, não estamos no programa de discos pedidos da Rádio Renascença....

Ps : Agradeço-te contudo o mote para o post.



quarta-feira, janeiro 14, 2004

Archie Bunker


Sempre pensei que certos hábitos ou modos de proceder fossem universais, como que inatos ao homem. Inquestionáveis na sua essência e aparência. Como se fizessem parte da ordem do mundo, e a ordem do mundo deles dependesse. Indiferente a geografias, raças, credos e sexo. Indiferente a tudo o que é exterior. Imutável em si, imune à circunstância. Substância, pura substância e nada mais que substância.

Pensava eu e o Archie. Pensávamos. Hoje o « meat head » , quebrou-nos o status quo. Fez tábua rasa de toda uma tradição comportamental gravada a fogo no ácido nucleico, que conserva o nosso código genético.

A sublime lógica e sequência cósmica, meia – meia, sapato – sapato, foi hoje quebrada. É verdade. Parece não poder ser, mas é . O Michael, descobrimos, rege-se pelo caótico e inverosímil, meia – sapato, meia – sapato.

Como pode alguém ser tão insensível ao ponto de guarnecer de sapato um pé já provido de meia, enquanto o outro pé assiste impotente a tudo, deixado criminosamente nu ?

E casou ele a filha com um gajo destes...

quinta-feira, janeiro 08, 2004

Carta Aberta - Feed Back Quitériano


Afinal também os mestres aprendem com os pupilos. Humildemente, opinei acerca do Solar de Lavos (1) tendo despertado, parece, a curiosidade dos críticos mais ilustres da nossa praça...

...E lá vai o José Quitério a correr, a fazer um remake, na revista do Expresso deste fim de semana.

É mestre. É certo. Mas há duas coisas que não lhe perdoou. A primeira foi ter dito menos bem das pataniscas que são um mimo. Demasiado altas e compactas... pfffff... Esquisitão!

A segunda foi não ter feito qualquer referência a quem lhe deu a ideia. Não fica bem e não lhe tinha custado nada. Assim, acabaram-se as dicas...


(1) post de 10.11.03

A Última das Moikanas

Não obstante o meu esforço em divulgar aqui o meu aniversário, o que fiz apenas para efeitos meramente científicos e altruístas, só recebi as seguintes manifestações de parabéns: 1 (uma). Nem acredito. Também ninguém percebeu a deixa do álbum branco. Sempre vou ter de ser eu a comprar...

Mas enfim, à miúda que me mandou os parabéns, uma tal Moika, que deve ser a última de uma espécie com extremo bom gosto, o meu agradecimento público.


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