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quinta-feira, outubro 30, 2003

Momento Publicitário l - Movimento Hare Krishna


Nota prévia – Dado a divulgação extraordinária deste blog, que conta já com mais de 20 visitantes 20, entendi ser meu dever social abrir este espaço a filosofias e correntes doutrinárias alternativas. Além disso a miúda do HK era giríssima e deu-me um pacote com uns pauzinhos verdes. Cheiram bem, mas têm um gosto horrível.

O texto que segue é extraído ipsis verbis do respectivo folheto promocional. A sério que é.

« Não é necessário tornar-se um monge ou uma monja, nem sequer raspar* o cabelo para praticar Bhakti-Yoga ».

« (...) a maioria dos que a praticam vive em suas casas (...) »

« O movimento (...) propaga a alimentação lacto-vegetariana e a não-intoxicação (...) »

« Sri Krishna esteve neste* planeta há 5.000 * anos, tendo falado * o Bhagavad-Gita (...) »

« Krishna (...) declara no Gita : Aham bija-pradah pita »

« A prática é simples e agradável»



* É mesmo raspar que está lá escrito. Suponho, mas falo sem grande convicção, que também não seja necessário rapar o cabelo.

* Não consta do folheto, mas penso que li algures que foi em 12 de Abril, um sábado, das 15h ás 18h30m que ele cá esteve. Nos outros planetas não sei quando esteve.

* Aposto que, se tem falado em Inglês, seria muito mais conhecido e podia ser que alguém o entendesse.

Pequena Reflexão V - A Falésia


Que posso eu dizer sobre a falésia?

Em primeiro lugar, penso poder avançar que é um local onde não se deve avançar. Muito pelo contrário, parece-me aconselhável que se recue.

Por último, penso não errar por aí além, se disser que é mais fácil de descer do que de subir.




Pequena Reflexão Vl – O Mito do Eterno Retorno


A que se referirá o Mírcea Eliade ?

Ao regresso do Dom Sebastião ?
Ao voo do boomerang ?
Ao reembolso do IRS ?
Ao autocarro 32 da Carris?
Ao regresso do Toni ?
Á factura devolvida?
Á recandidatura do Soares ?

Nota: Esta reflexão foi inconclusiva.

terça-feira, outubro 28, 2003

O Xíxaro ou O Chícharo

Em primeiro lugar, compete-me esclarecer que não falo do chicharro, peixe da família dos carapaunídeos gigantus, próprio para comer grelhado com ou sem molho hispânico, ou então, frito com arroz atomatado ou acoentrado. Sim, porque, embora muito provavelmente não o saibam, um arroz de coentros à moda de Sousel é petisco de se lhe tirar o chapéu. E na falta de cação para fritar que se avance com o que há, neste caso, o chicharro.

Falo sim, do leguminoso seco. Do feijão. Da semente. Não conhecem ? Eu também não. Quer-se dizer, pelo menos pessoalmente, que fotografia do dito já vi. Embora a preto e branco e meio desfocado. E, digo-vos, que para feijão não é mal jeitoso, embora pequenote e meio aquadrilatado na forma e no perfil.

Sem ter a certeza do que digo, que nisto dos parentescos e das descendências nunca nos podemos fiar, por muito que nos mostrem as certidões de nascimento, eu, por mim, encontro-lhe parecenças com o tremoço e a lentilha. Creio, assim, que o Xíxaro é o fruto de um desabrido romance genético entre os dois. Os traços são do pai. O tom ligeiramente esverdeado* e pálido*, herança da mãe.

Sem a imponência* do feijão vermelho*, a suavidade do feijão manteiga ou a castidade e a casticidade do feijão frade, o xíxaro sobressai pelo seu exotismo rural e pela sua raridade. Que eu saiba, só em feiras e mercados da medieval Vila de Ansião se encontra rasto do mesmo. Só aí..... e no Intermarché de Pombal. Vestígios e origem no norte? Chegaram-me rumores que sim. Talvez o meu amigo Gasolim, que sabe mais destas coisas do que eu, nos venha a esclarecer.

Agora o chícharo, escrevo chícharo para não estar sempre a escrever xíxaro, revela-se é muito limitado na feitura. Parece que só cozido e regado com azeite do bom é que se safa. Esqueçam os guisados, os assados e outros preparos.

Mas vou provar. Assim a oportunidade se apresente.


** ** - Juro pela bondade dos xíxaros que hei de comer um dia, que a associação verde/pálido e vermelho/imponente não contém qualquer mensagem subliminar.

Pequena Reflexão lV – Reflexão sobre a Reflexão


Estou a tentar reflectir mas nem sei bem por onde começar. O pior é que tenho de reflectir sobre uma porra qualquer. Ou, pelo menos, fingir que reflicto. Sim, que os meus amigos não estão habituados a que eu escreva, opine e decida sem reflectir. Para isso existem os políticos e os americanos em geral.

Mas, digo-vos, é lixado um gajo ter de reflectir sem vontade. De certa forma, comparo o acto involuntário e contrariado de reflectir, a ter de dormir com uma miúda de quem não se gosta e muito menos se sente atracção, só por educação.

Em ambos os casos temos de forçar o cérebro a agir. No primeiro caso, para que os pensamentos saiam da letargia comatosa própria destas manhas de chuva e se levantem. No segundo caso, para que os pensamentos o levantem da letargia providencial e astuciosa, próprio de quem já não está para ir a todas.

Tenho dito.

Pequena Reflexão lll – O Côncavo e o Convexo sem comentários.


Côncavo : Cavado, Cavidade, Cavo, Concavidade, Pando, Sinuoso, Vazado.

Convexo : Adunco, Arqueado, Bojudo, Copado, Curvo.

Não resisto a comentar. É porreiro este dicionário de sinónimos do MS Word !

terça-feira, outubro 21, 2003

Pequeno Conto I – Pedro e o Lobo versão Portuguesa.

Caí na asneira de dizer a dois amigos que ia hoje ao Porto. Vais? Para que lado? Av. da Boavista, junto ao Palace Hotel do Belmiro. Epá. Tens de comer uma Francesinha ao Kapa, ali ao lado. Nada disso, vais comer umas tripas. Francesinha! Tripas! Francesinha! Tripas!

Francesinhas com tripas e tripas de Francesinhas...

Porra, fiz tudo para me despachar cedo e fui almoçar ao Pedro dos Leitões.

Moral da História : Quem sabe da tenda é o tendeiro.


Pequena Reflexão II – O Pastel de Bacalhau : Elogio Fúnebre

O conceito: Nobre e sápido petisco nascido da conjugação feliz de brasonados ingredientes gadídeocos e tuberculosos, e de temperos salsianos e cebolares, dourado e tostado em capaz fritura olear.

A realidade: A caminho do Porto parei numa das áreas de serviço para tomar o pequeno almoço. Pedi um café e um pastel de bacalhau. Frio. Desenxabido. Sem o gáudio que o Gadídeo deveria conferir. Mole por dentro e por fora. Fritura semi acabada ou melhor semi começada. Sem graça. Abatatado no conteúdo e na forma. Esbranquiçado. Evidenciando claramente o «rigor mortis».

A reflexão: Se não estão à altura da façanha, por favor não se lancem ao caminho.

quinta-feira, outubro 16, 2003

Pequena Reflexão I – O Pinhão: Fruto do Acaso?
Não amigos. Não falo dessa deslumbrante terrinha nascida nas encostas do Douro, cujo comboio nos leva por sinuosos caminhos beira rio até a Posta Mirandesa. Falo do fruto. Do fruto seco.

Vale a pena debruçar-nos alguns momentos sobre esta temática desidratadamente frutícula, com especial pendor na evidente conotação erótica que envolve o fruto seco.

Por favor visualizem a noz. Fruto seco do género feminino. As suas curvas e recurvas, a beleza daquela ondulação e entrançado superficial. A perfeição da união das duas metades. O desejo incontível que nos invade, de as separar e descobrir o seu interior.

E a Passa.....

A de figo mais imponente, mais madura e perfumada, de perfumes complexos, sugados da natureza. É uma passa que requer mais repassamento para atingir o seu auge. Uma passa que se desvenda em cada abocanhadela, sempre diferente, sempre divina.

A de uva mais discreta, mais jovem e por isso com um doce espontâneo, simultaneamente fulgorosa e frágil. É uma passa de pele igualmente sulcada pelo sol, mas cuja alma se mantém intocada, virgem de grainha.

Agora topem o Pinhão. Fruto seco do género masculino. Cilíndrico. Alongado. Superfície lisa. Arredondado nas pontas. Rijo. Porém, com muito pouco para comer. Ninguém procura um grande Pinhão. No Pinhão o que conta é a nobreza do seu conteúdo, o seu refinado e resinoso sabor.

Onde quero chegar? Os frutos secos são para comer, e verifica-se que o género feminino tem muito mais que comer que o género masculino.

Ora pode isto ser fruto do acaso?




segunda-feira, outubro 13, 2003

Pepper Anne e Kim Possible (ou Deslocalização - Parte VII)


Que é feito do Tom e do Jerry ? Do Batman e do Pinguin? Do Super-homem? Do Flash Gorden? Do Homem Aranha? Do Hulk? Do Lucky Luke e dos Dalton? Do Tim Tim? Do Michele Vaillant? Do nosso Zé Povinho e tantos outros?

Que é feito do tempo, feliz e abençoado tempo, em que heróis e vilões, eram heróis e vilões, e não heroínas e vilãs?

Pepper Anne? Kim Possible? Que loucura blasfema é esta que o Disney Channel transmite às nossas crianças e aos nossos governantes?

Teresa Gouveia? Graça Carvalho? Que insanidade é esta que o Primeiro Ministro incentiva e perpetua? Desconhecerá o tipo o sentido da expressão «Fica ele por ele»? Então agora decidiu que «Ficam elas por eles»? E vem dizer que é durão?

É claro que eu tenho uma teoria. Tenho sempre uma na manga. Excepto no verão, por razões óbvias. Compete a nós fazedores de opinião ter teorias. Devemos, sempre, dizer uma porra qualquer. Aqui vai o que penso.

E o que penso é que um sujeito que chega a primeiro ministro, não é gajo para se deixar levar por mulheres, para se deixar pisar pelas uvas ou se enredar nos engaços.

Que estará então ele então a engendrar? Que plano secreto e bestialmente urdido leva ele a cabo? Que rasteira hedionda prepara ele aos seus opositores? Que maçónicas e obscuras ligações existem com a Disney Channel ? Que fizeram eles ao Vasco Granja ?

Tomem atenção. Muita atenção. Pensem. Interliguem factos e pessoas. Datas e acontecimentos......... Não vos salta nada assim à cabeça? Humm? Hem?

A Cimeira dos Açores? Não estranharam? Estranharam pois! Que veio o Sr. Bush cá fazer? Hum? Acreditaram naquilo do Iraque? Acham mesmo que o nosso primeiro tinha alguma coisa a dizer sobre o Iraque? Hum? E que, mesmo que tivesse, acham que alguém se preocupava com isso?? Hem? Humm?

Não. Claro que não. Eu sei que ainda sobrevive, perdido nessas cabeças, uma réstia de perspicácia indutiva Nckiana, a par de uma salutar atitude anarcko-dedutiva e uma vontade inquebrantável de acompanhar o bacalhau com alho.

É assim. Estou em condições de vos informar que a Cimeira serviu apenas para acertar a programação de Outono da Disney Channel e delinear a recém efectuada e só aparentemente imprevista, remodelação ministerial, dois assuntos com importância e relevo político - social equivalente .

Mais. Posso ainda afiançar-vos que a presença do espanhol de bigode na cimeira serviu apenas de «decoy», para afastar as atenções da verdadeira razão de ser do dito encontro bilateral, realizado a três.

O alcance das medidas é assaz diabólico e fruto de uma mente inteligentemente superior... Fico espantado como há gajos destes no governo.

O PIB não cresce? O desequilíbrio orçamental agrava-se? A nossa posição na Comunidade Europeia parece decalcada de um frango assado no forno? Os alunos, por mais propinas que paguem, teimam em não adquirir os conhecimentos ?

É delas. A culpa passa a ser delas. Das heroinas, das vilãs, das ministras, deslocadamente colocadas em lugares de heróis, de vilões e de ministros. Serão as bodessas expiativas de todos os males.

Afinal não é delas o pecado original?

terça-feira, outubro 07, 2003

Alka Seltzer (Tomar antes de ler)

Nota Prévia ao Leitor.

O seguinte diálogo, é bom que fique claro, é pura ficção, fruto de uma mente subversa, desvairada e inconsequente, sendo que qualquer semelhança, que não há, entre as personagens e/ou enredo com situações e personagens reais, tais como o actual Ministro da Ciência e do Ensino Superior (ex-actual), o Ministro dos Negócios Estrangeiros, e os concursos de acesso ao ensino superior, é mera coincidência. O estabelecimento de qualquer correlação é abusiva, e é da única e exclusiva responsabilidade do leitor.

A cena passa-se no Gabinete do Ministério dos Negócios Estranhos, algures no Terreiro do Paço. Este, o Sr. Ministro claro, encontra-se sentado com as costas para a porta, de frente para uma parede onde se encontra pendurado um grande mapa mundi. Segura na mão um dardo, e pela enésima vez faz pontaria a Madrid. Dois colaboradores, o Director Geral do Desensino(Dgd) e o Chefe de Gabinete do Ministro da Ciência e do Desensino Superior(Cgmcds), aparentemente de outro ministério, fazem figas. De repente entra a filha do Mne esbaforida......

Filha: Papá, papá, papá !!!
Mne: (que falha o novamente o alvo) Porra, com tanta interrupção nunca mais consigo acertar naqueles ímpios, que nos querem enlatar a sardinha.
Dge: Calma chefe. Ainda temos mais 4 caixas com dardos. Quer que lhe chegue a cadeira mais para perto?
Filha: Papá?!! Sou eu . Papá !!! Entrei !!!!
Mne: ( chegando a cadeira mais para ao pé da parede) Uh? És tu filha? O que? Entraste? Fizeste bem, mas agora fecha a porta que preciso de me concentrar.
Filha: Papá!! Não é isso. Falo das colocações....
Mne: Uh? ( O Mne caí em si (nele) ,levanta-se e dirige-se para abraçar a filha) Desculpa! Parabéns !! Parabéns !! Com que então conseguiste entrar em Medicina na Universidade Nova? Que surpresa!
Filha: Sim papá!
Mne: Parabéns pelo teu esforço !!
Dgd: Obrigado Chefe
Filha: (intrigada) ???
Mne: Não é pra ti parvo. È para a minha Filha!
Dgd: (intrigado) ???
Filha: Obrigado Papá! Mas.. eu nem cheguei a dizer.....Como sabes tu que entrei em Medicina na Universidade nova ?
Mne: ( atrapalhado) Eu?. Não disseste? Acho que disseste...disseste pois. Não foi ó Dgd ? A minha filha não disse?
Dgd: ( com ar satisfeito por ser útil) Não , Não, chefe!!, está a fazer confusão. Quem lhe disse fui eu. !!!
Filha: ?????
Mne: ( distraído novamente com os dardos) Foste tu Dgd? Engraçado. Estava convencido que tinha pedido ao Cgmcds.
Cgmcds: Não chefe. Quero dizer sim Chefe, pediu mas.. Eu tentei mas não consegui. O gabinete jurídico dos gajos é lixado. Por isso é que eu quero me mudar para aqui. Mesmo eles lá não têm dardos nem nada.....

To be descontinued...

quinta-feira, outubro 02, 2003

Pronto.Tenham calma.Eu ajudo:

Bolas Brancas (1/2 ou seja 3/6) + Bolas Verdes (1/3 ou seja 2/6) + Bolas Azuis = total do saco (6/6) . Ou seja 1/6 das bolas são azuis. ( 3/6 + 2/6 = 5/6 & 6/6 –5/6 = 1/6 )

R : A probabilidade de sair uma bola azul é de 1 em 6.

Há 15 bolas azuis. 15 * 6 = 90.

R: O saco tem 90 bolas.

R : Metade, 45 são brancas. Um terço, 30 são verdes. 15, um sexto, são azuis.

Eu digo para não problematizarem mas não vale a pena. Nunca mais me largaram. Aqui vai então o e-mail para poderem enviar a resposta ao problema e o mais que quiserem.

nckmail@iol.pt

Dove ¼ Creme


Tenho um Saco com bolas. Brancas, Azuis e Verdes. Metade das bolas são brancas. Um terço das bolas são verdes. Há 15 bolas azuis.

Qual a probalidade de sair uma bola azul ?
Quantas bolas há no saco ?
E quantas de cada cor ?

A esta hora estão dezenas de cabecinhas a perguntar se se enganaram no blogue. Mas não. Estão bem. É aqui. Sou eu. O Nck.

Para que porra vos pergunto isto ? Em primeiro lugar porque, se alguém souber responder, vai ter de me preencher o totoloto daqui para a frente. Em segundo lugar, porque a mim, por mais que tente, só saiem bolas vermelhas. E por ultimo, para se poderem entreter o resto do dia com a parva da pergunta.

No fundo o que eu quero dizer e demonstrar, é que é na interrogação, na busca incessante e interminável de respostas, que perdemos o nosso santo tempinho e nos provocamos brutais enxaquecas. Masoquistas auto - flageladores é o que somos. Adoramos suplícios e cálculo probabilístico.

Mas afinal para que porra me interessa aquilo das bolas se nem mesa de bilhar tenho? Não é mais fácil ir ao café do Adelino, que tem umas mesas novas e sabemos que não falta bola nenhuma? Complicamos. Temos gosto em complicar.

È impressionante. Andam montes de gajos há séculos a matar a cabeça para descobrirem a melhor maneira de nos endrominar e lixar a vida. O Sócrates, o Platão, o Kant, o Hegel, o Heidegger... Até o Paulo de Carvalho.. « E depois do adeus...o que faço aqui... Quero saber quem sou.. » . Livra! A canção até é porreira e o homem nem canta mal, mas havia necessidade de nos massacrar com perguntas existênciais? Havia? E o Marco Paulo ? Anda há anos para se decidir entre a loira e a morena. Porra que fique com as duas! Onde está o problema?

É por isso que eu aprecio o Timon e o Pumba. Acuna Matata e já está. E o sabonete Dove, que nos diz de uma vez o que tem e em que quantidade.

quarta-feira, outubro 01, 2003

Alma Mater


A propósito do Camões e dos Lusíadas, pus-me a reler alguns dos cantos, e parei naquela estrofe que exalta o ilustre peito lusitano* (1). E dei por mim a reflectir : Porra, não é que o gajo tem razão ? Ora toma! Um tipo daqueles, dedicado à escrita, ao estudo e a coisas menos materiais, mas mesmo assim com um olho do caraças! Literalmente um olho do caraças.

Levantei-me e fui até à janela. E lá estavam. Às dezenas pela avenida. Uns a subir, outros a descer : Os ilustres peitos lusitanos. Volumosos e redondos, pujantes, a emergirem dos decotes. Que quadro belo e loquaz. Poesia suprema, um estilo grandíloquo e corrente. Quão razão tinha o poeta para cantar ! É claro que eu prefiro assobiar, mas cada um manda os piropos como quer.

Compreendi, também, que muitas vezes damos as coisas por adquiridas, e, por isso mesmo , não lhes damos o devido valor. Mas, felizmente, há indivíduos com olho, que nos abrem os horizontes e nos fazem abençoar esta ocidental praia lusitana, que os Espanhóis não quiseram e o Napoleão não conseguiu conquistar por causa da úlcera.

E, se quisera Deus no Olimpo luminoso que tivéssemos nascido nas terras viciosas do Oriente? Onde os limões são do tamanho de litchies, fruta desenxabida. O que seria de nós então? Onde confortaríamos as nossas mágoas? Que seria das nossas varinas? Onde pode(eria) acolher-se um fraco humano? Sim, O que seria da alma lusitana sem o seu peito?

Vejam os Americanos. Pensam que eles são felizes? Têm Pentágonos, pois têm. E hambúrgueres triplos e porta-aviões, dos grandes. Mas têm peitos como os nossos ? *(2) Não! Tirando a Pamela claro. Mas mesmo essa, só serve para a fotografia, que cá, os nossos enchidos são todos de carne. Nada de sucedâneos e de poliesters. Temos sorte . Oh se temos!


O Poema A Interpretação

* (1) Que eu canto o peito ilustre lusitano, (Dedica serenata ao peito das miudas)
A quem Neptuno e Marte Obedeceram. (Entre outras personalidades)
Cesse tudo o que a musa canta, (Manda apagar o rádio)
Que outro valor mais alto se alevanta. (Está que nem pode...)

*(2) As verdadeiras vossas são tamanhas, (O peito das Lusas )
que excederam as sonhadas, fabulosas. (As da Pamela, de silicone)

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